CCBB BH recebe a maior mostra de Joaquín Torres García no Brasil
Belo Horizonte se prepara para receber, a partir de 15 de julho, uma das mais importantes mostras internacionais do ano. A capital mineira recebe, entre 15 de julho e 12 de outubro, a maior exposição já realizada no Brasil sobre o artista uruguaio Joaquín Torres García. A mostra ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH), reúne mais de 400 obras e tem entrada gratuita.
Um recorte exclusivo para Minas Gerais
A edição mineira chega com uma proposta inédita: aproximar a produção do artista da cultura popular e das referências artísticas de Minas Gerais. Depois de passar com sucesso por São Paulo e Brasília, a curadoria reformulou parte do percurso para criar conexões entre o trabalho de Torres García e a produção cultural do estado. O curador Saulo di Tarso trabalhou em colaboração com o Museo Torres García, de Montevidéu, para criar essa ponte entre a arte moderna latino-americana e as tradições mineiras.
A exposição reúne mais de 400 obras, entre pinturas, desenhos, objetos, manuscritos e documentos históricos, além de trabalhos de mais de uma centena de artistas brasileiros e estrangeiros que estabelecem diálogos com o legado de Torres García. A montagem propõe um percurso visual rico e diversificado, permitindo ao público mineiro conhecer diferentes fases da trajetória do artista uruguaio, considerado um dos pilares do modernismo na América Latina.
Quem foi Joaquín Torres García
Nascido em 1874 no Uruguai, Joaquín Torres García dedicou a vida a construir pontes entre diferentes culturas e movimentos artísticos. Transitou entre Europa e América Latina, absorveu influências do cubismo e do surrealismo, mas nunca abandonou suas raízes sul-americanas. Criou o Universalismo Construtivo, uma proposta artística que buscava unir símbolos ancestrais pré-colombianos com a geometria modernista europeia. Sua obra mais emblemática, o mapa "América Invertida", propõe uma mudança radical de perspectiva: coloca o sul no topo, questionando hierarquias geográficas e culturais impostas pelo Norte global.
O artista também acreditava profundamente no poder formativo da arte. Ele enxergava o traço infantil como uma forma pura e universal de organizar o mundo e chegou a criar brinquedos de madeira com caráter formativo na década de 1910. Esse olhar pedagógico atravessa toda sua produção e faz parte da proposta da exposição em Belo Horizonte.
O que esperar da visita
A exposição reúne obras vindas de museus, instituições culturais e coleções particulares do Brasil e do exterior. O público poderá ver de perto pinturas, esculturas, desenhos e objetos que compõem a trajetória do artista, desde suas primeiras experiências na Europa até a consolidação de sua linguagem construtiva na América Latina. Ao longo do percurso, peças de outros artistas — brasileiros e estrangeiros — ampliam o diálogo e ajudam a contextualizar o impacto de Torres García em diferentes gerações de criadores.
O CCBB BH oferecerá uma ampla agenda educativa com visitas mediadas e atividades lúdicas voltadas para públicos de todas as idades. A partir de 15/07, serão oferecidas visitas mediadas à exposição "Joaquín Torres García - 150 anos", que acontecem em horários variados ao longo da semana, sempre com entrada gratuita mediante retirada de ingresso.
Serviço: como visitar a exposição
Exposição: Joaquín Torres García – 150 anos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) — Praça da Liberdade, 450, Funcionários, Belo Horizonte
Período: 15 de julho a 12 de outubro de 2026
Horários: De quarta a segunda, das 10h às 22h
Ingressos: Entrada gratuita, com retirada pelo site ccbb.com.br/bh ou na bilheteria do CCBB BH
Classificação: Livre
Informações: (31) 3431-9400
Dica do Clib: aproveite o Circuito Liberdade
O CCBB BH fica na Praça da Liberdade, coração do Circuito Liberdade, um dos principais polos culturais de Belo Horizonte. Depois de visitar a mostra de Torres García, aproveite para conhecer outros espaços do circuito, como o Memorial Minas Gerais Vale, o Espaço do Conhecimento UFMG e a Casa Fiat de Cultura. A região é bem servida por transporte público: várias linhas de ônibus passam pela Avenida Bias Fortes e pela Rua da Bahia. Estações de metrô e pontos de ônibus ficam a poucos minutos de caminhada. Reserve pelo menos duas horas para visitar a exposição com calma e participar das atividades educativas oferecidas pela equipe do CCBB.
Fonte: soubh.uai.com.br