Grupo Corpo dança Piracema e Lecuona no Palácio das Artes até 11/10
O Grupo Corpo se apresenta no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes até o dia 11 de outubro de 2026 com duas coreografias de momentos diferentes da trajetória da companhia. A temporada começou na última quarta-feira, dia 2, e reúne na mesma noite "Piracema", criação de 2025 que marcou os 50 anos do grupo, e "Lecuona", balé de 2004 que não era apresentado há dez anos.
A programação acontece de quarta a sexta-feira às 20h e aos sábados e domingos às 19h, com ingressos que variam de R$ 50 (plateia superior) a R$ 280 (plateia I), vendidos pela plataforma Sympla e na bilheteria do Palácio das Artes. Ainda há espetáculos nos dias 7, 9, 10 e 11 de outubro, permitindo que o público belo-horizontino acompanhe o trabalho da mais reconhecida companhia de dança contemporânea do Brasil em sua cidade de origem.
Piracema: coreografia de Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches
"Piracema" abre a noite com coreografia assinada por Rodrigo Pederneiras, fundador e diretor artístico do Grupo Corpo, em parceria com Cassi Abranches, atual coreógrafa residente da companhia. A criação nasceu de um processo pouco convencional: os dois desenvolveram seus movimentos separadamente e reuniram as propostas apenas dois meses antes da estreia, em 2025.
O nome vem do tupi — "pira" significa peixe, enquanto "cema" remete ao ato de subir. No espetáculo, a metáfora dos peixes que enfrentam a correnteza dos rios em direção às nascentes para se reproduzir ganha sentidos coreográficos, falando de deslocamento, esforço, retorno e recomeço. A música original é de Clarice Assad e percorre diferentes paisagens: começa em um ambiente mais próximo da natureza, passa por momentos mais amplos e organizados, e chega a sons urbanos e contemporâneos. A cenografia de Paulo Pederneiras chama atenção por sua escala e inventividade.
Lecuona retorna aos palcos após dez anos
Na sequência, o Grupo Corpo apresenta "Lecuona", espetáculo criado em 2004 com coreografia de Rodrigo Pederneiras. A obra utiliza a música do pianista e compositor cubano Ernesto Lecuona (1895-1963), artista de formação clássica e trajetória marcada também pela música popular. O balé apresenta uma sequência de números de dança interpretados por casais, explorando emoções como paixão e saudade, culminando em uma grande valsa que reúne os bailarinos.
Ausente dos palcos há uma década, "Lecuona" é considerada uma das coreografias mais ousadas do repertório do Grupo Corpo e queridinha do público. Para os bailarinos, integrar o elenco desta obra é um sonho e um marco na carreira, segundo relatos publicados no Estado de Minas.
Fundado em BH há 51 anos
O Grupo Corpo foi criado em 1975 na capital mineira e consagrou-se como a mais importante companhia de dança contemporânea brasileira, reconhecida mundialmente. Ao longo de mais de cinco décadas, construiu uma identidade própria conjugando brasilidade, ousadia e rigor estético, com criações que refletem a pluralidade e complexidade do país aliadas à excelência técnica.
A companhia já se apresentou em países dos cinco continentes, levando a dança brasileira para a cena internacional. Entre as marcas do trabalho do Grupo Corpo estão a precisão dos movimentos, a força da música — muitas vezes encomendada a compositores brasileiros — e cenografias que dialogam com a coreografia.
Serviço: Grupo Corpo no Palácio das Artes
O quê: Espetáculos "Piracema" e "Lecuona" na mesma noite
Quando: Até 11 de outubro de 2026 (ainda há apresentações nos dias 7, 9, 10 e 11)
Horários: Quarta a sexta-feira às 20h; sábados e domingos às 19h
Onde: Grande Teatro Cemig — Av. Afonso Pena, 1537 - Centro, Belo Horizonte - MG, 30130-004
Quanto: De R$ 50 (plateia superior) a R$ 280 (plateia I)
Ingressos: Sympla (www.sympla.com.br) e bilheteria do Palácio das Artes
Classificação: Livre
Duração aproximada: 120 minutos (dois espetáculos)
Como chegar ao Palácio das Artes
O Palácio das Artes fica dentro do Parque Municipal, no Centro de Belo Horizonte, região bem servida por transporte público. Quem vai de ônibus pode usar as diversas linhas que passam pela Avenida Afonso Pena e descer nas proximidades do Parque Municipal. O teatro tem estacionamento pago no local. Para quem vai de metrô, a estação Central fica a cerca de 800 metros de caminhada.
A bilheteria do Palácio das Artes funciona de segunda a sábado das 16h às 22h e aos domingos das 17h às 21h. Recomenda-se chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência para retirar os ingressos e acomodar-se no teatro.
Fonte: soubh.uai.com.br