Mestres de bateria dão oficinas gratuitas de samba em BH
Belo Horizonte recebe entre os dias 27 e 29 de outubro o primeiro bloco de oficinas gratuitas de percussão com mestres de bateria das escolas de samba da capital. As aulas acontecem em três espaços diferentes da cidade e fazem parte de um projeto de preservação do samba como patrimônio cultural imaterial, promovido pela Associação Cultural Casulo Cidadania e pelo Coletivo de Sambistas Mestre Conga.
A iniciativa busca transmitir os conhecimentos tradicionais das baterias das escolas de samba às novas gerações de ritmistas. As atividades ocorrem sempre das 19h às 22h e são voltadas para participantes com experiência prévia em percussão que possuam o próprio instrumento. Podem se inscrever ritmistas de escolas de samba e blocos carnavalescos de Belo Horizonte e de outros municípios.
Programação das três noites de samba
O primeiro encontro está marcado para o dia 27 de outubro, segunda-feira, com o Mestre Semente. A aula acontece no Campo do Inconfidência, localizado na Rua Jundiaí, 289, no bairro Concórdia. Este espaço tradicional da capital mineira tem história ligada ao samba e aos encontros comunitários.
Na terça-feira, 28 de outubro, será a vez do Mestre Pequeno comandar a oficina. O encontro acontece na Associação Recreativa Escola de Samba Unidos dos Guaranys, na Rua Araribá, 285, no bairro São Cristóvão. A escola é uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas de BH.
Fechando a sequência, no dia 29 de outubro, quarta-feira, o Mestre Beleu ministra a terceira oficina do bloco. A aula será realizada na G.R.E.S. Cidade Jardim, localizada na Rua do Mercado, 47, no Conjunto Santa Maria. Cada noite terá três horas de duração, das 19h às 22h.
Projeto valoriza mestres e preserva tradição
Os mestres responsáveis pelas oficinas foram selecionados por meio de chamamento público. Além de Semente, Pequeno e Beleu, integram o grupo de profissionais participantes do projeto os mestres Tico, Deley, Juninho, Wesley, Linguinha, João Batera, Xocolate, Tchaca Malagueta e Banzé, além de Rafael Silva Leite. As atividades estão previstas para ocorrer até o início de janeiro de 2027, com novos blocos de oficinas ao longo dos próximos meses.
A proposta é fortalecer a transmissão dos saberes tradicionais entre diferentes gerações de ritmistas e valorizar a trajetória dos mestres de bateria que construíram a história do samba em Belo Horizonte. As oficinas abordam técnicas de percussão, história e memória do samba, com foco prático nas baterias das escolas de samba.
O que esperar das oficinas
Durante as três horas de cada encontro, os participantes têm contato direto com os mestres, aprendem técnicas específicas de cada instrumento da bateria e conhecem a história e a trajetória do samba na capital mineira. As aulas incluem prática com os instrumentos, rodas de conversa sobre a memória do samba e troca de experiências entre ritmistas de diferentes escolas e blocos.
Para aproveitar as oficinas, é necessário levar o próprio instrumento de percussão. A proposta é que ritmistas que já possuem experiência possam aprimorar suas técnicas e aprofundar o conhecimento sobre os fundamentos rítmicos do samba. Os mestres compartilham vivências de décadas à frente de baterias de escolas de samba de BH.
As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas previamente. O projeto representa uma oportunidade de aprendizado com profissionais reconhecidos no meio do samba e que mantêm viva a tradição carnavalesca da capital mineira.
Serviço: oficinas gratuitas com mestres de bateria
Quando: 27, 28 e 29 de outubro de 2026, das 19h às 22h
Onde:
- 27/10: Campo do Inconfidência, Rua Jundiaí, 289, bairro Concórdia (Mestre Semente)
- 28/10: Associação Recreativa Escola de Samba Unidos dos Guaranys, Rua Araribá, 285, bairro São Cristóvão (Mestre Pequeno)
- 29/10: G.R.E.S. Cidade Jardim, Rua do Mercado, 47, Conjunto Santa Maria (Mestre Beleu)
Entrada: gratuita, com inscrição prévia
Público: ritmistas de escolas de samba e blocos carnavalescos com experiência prévia em percussão e instrumento próprio
Dica do Clib
Para quem quer conhecer o samba de BH de perto, esta é uma chance única de aprender com quem fez e continua fazendo a história das baterias das escolas de samba da capital. Os três espaços escolhidos ficam em bairros com forte tradição carnavalesca, o que adiciona ainda mais contexto à experiência. Vale chegar alguns minutos antes do horário para conhecer o local e conversar com outros participantes. Leve água, repelente e esteja preparado para três horas intensas de samba e aprendizado.
Fonte: soubh.uai.com.br